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Amarildo de Mello encontrou dificuldades financeiras para concretizar a realização do desfile deste ano da escola de samba X-9 Paulistana, que prestou homenagem ao cantor Arlindo Cruz e se manteve no Grupo Especial com a 10º colocação. Após o resultado, o artista disse que conseguiu driblar os problemas e sair com saldo positivo.

Mello conversou com a equipe de reportagem do Amantes do Carnaval de São Paulo para falar do desafio em ajudar a tricolor a se manter na elite da folia e também sobre sua chegada na Leandro de Itaquera no último dia 4 de abril.

Ele foi responsável também por ajudar a xis a abrir o segundo dia dos desfiles em 2018 e a permanecer no Especial com poucos recursos financeiros. “Mais uma vez um desafio, mas superamos e permanecemos. Afinal de contas, cada vez mais os investimentos têm feito a diferença no resultado do carnaval de São Paulo”.

Para 2019, apesar das simples alegorias e fantasias, a X-9 fez uma bela homenagem ao cantor Arlindo Cruz com um dos melhores sambas do ano.”Escolhemos um grande enredo como solução, que fatalmente resultaria num excelente samba. Sabíamos das dificuldades e junto com a diretoria foram elencados quesitos a serem investidos”.

Imagens do desfile 2019 da X-9 (Foto: Lucas Mano / Amantes do Carnaval de São Paulo)

Na luta para a realização do desfile, Mello conta que sua maior tristeza foi o resultado final das alegorias, porém não culpa ninguém pelos trabalho executado. “Era uma questão que vivenciamos matematicamente. Em contrapartida sabíamos que viriam notas nos quesitos que não tiveram um investimento melhor: o que aconteceu. Mas gostaria muito de ter proporcionado melhores colocações”.

Quanto ao resultado geral da competição, Amarildo achou justo, mas diz que em São Paulo existe uma comparação com os desfiles do Rio de Janeiro. “Até entendo por ser o Rio pioneiro e moldura dessa arte, mas aqui o regulamento é muito diferente. As pessoas querem balizar o julgamento de São Paulo à luz das regras do Rio”.

“Gostei dos apontamentos feitos pelos jurados”.

Amarildo não rebate o regulamento e acredita que seguir as regras é a melhor saída para realização do espetáculo. “Ele é feito e analisado pelos dirigentes das agremiações, e a mim como profissional cabe acatar e seguir o que ele rege a fim de trazer a melhor nota para a escola”.

“A não ser que eu seja chamado oficialmente para apresentar propostas, olhares e perspectivas de um novo regulamento. Daí então colocaria minhas proposições”.

CHEGADA EM ITAQUERA

Com amizade de longa data com o presidente da Leandro de Itaquera, o carnavalesco revela que era um ‘namoro antigo’ de seu Leandro, mas o não havia chegado o momento certo. “Fui convidado para uma reunião com ele  e o diretor de Carnaval Fábio Flisch. Naquele primeiro encontro já rolou uma empatia muito grande de objetivos e ideias”.

Amarildo e a direção da Leandro de Itaquera – Foto: divulgação.

“O Acesso 1 não está fácil, podemos apelidá-lo de um ‘terceiro dia do especial’, com 20% da verba. Mas faremos um grande trabalho e estou muito empolgado. Acredito no empenho da diretoria, na força da escola e de sua comunidade para levá-la a um grande resultado.

O novo tema da vermelho e branco será “Das savanas africanas às savanas de Itaquera… Sou África! Berço do mundo, leões de um forma abençoada”.

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