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Por Gustavo Andrade
Com a colaboração de Felipe Cruz e Tiago Bombonatti

A série “Por dentro do quesito” chega ao fim. De novembro a janeiro, você acompanhou entrevistas com nomes conhecidos no Carnaval de São Paulo, para entender cada um dos nove pontos avaliados pelos jurados: comissão de frente, fantasia, evolução, enredo, alegoria, mestre-sala e porta-bandeira, harmonia e samba-enredo. Para fechar com chave de ouro, nossa equipe conversou com o diretor de bateria da Leandro de Itaquera, Wasny Oliveira, também chamado de Mestre “Pelézinho”. Ele conta que começou na escola na ala das crianças, foi diretor de tamborins por doze anos e há quatro ocupa a atual função.

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“A bateria é o quesito que garante o espetáculo com responsabilidade. Sem ela, não haveria ritmo no desfile. É o coração da agremiação” (Mestre Pelézinho)

O preparo começa cedo

O trabalho da bateria de uma escola de samba não para. Logo depois das apurações, os 12 diretores se reúnem para discutir as justificativas das notas baixas e, na sequência, falam sobre a escolinha de bateria. “A equipe se divide em 2 diretores de tamborim, 3 diretores de surdo, 2 diretores de caixa, 1 diretor de ganzá, 1 diretor de agogô, 1 diretor de cuícas e um diretor geral para cuidar da afinação durante o desfile ou ensaio”, diz Oliveira.
Para fazer bonito na passarela, os treinos começam no mês de julho com um ensaio por semana. No decorrer do ano, o número aumenta para dois ensaios por semana, passando, na reta final, para três ou quatro.

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A comunicação entre os diretores

Com o som alto dos instrumentos, falar é quase impossível. Por essa razão, os diretores se utilizam de gestos combinados durante os ensaios. “Para cada bossa ou paradinha tem um sinal diferente”, explica.

Os instrumentos que compõem a bateria

Na Leandro de Itaquera, Pelézinho faz uso do surdo, caixa, repique, tamborim, ganzá, agogô e cuica, e gosta de sair com 200 ritmistas.

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A escolinha de bateria

O diretor avalia que ter uma escolinha é fundamental e manter a tradição é uma das vantagens. “A escolinha de bateria é para a escola que não pretende contratar uma bateria de fora. Os ritmistas são formados em casa e tocam com amor pelo pavilhão”, afirma.

O uso das “paradinhas”

Na opinião do mestre, usar as “paradinhas” não é tão importante. “O fundamental é um ritmo bem tocado. Mas uma paradinha é a coisa mais linda dentro de uma bateria bem afinada. Os ritmistas amam e o público também”, diz.

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