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Léo Reis, intérprete da Unidos do Peruche, anunciado recentemente através das redes sociais da escola, bateu um papo com o Amantes de Carnaval de São Paulo e falou sobre sobre a recepção que teve na escola e contou um pouco de sua trajetória.

 

Trajetória profissional

“Comecei em 2011 na ala musical da Império de Casa Verde a convite do Carlos Jr que é meu padrinho musical. Cantei no Tigre até 2015. Em 2016 fui para a Acadêmicos do Tatuapé, onde estou até hoje. Em 2018 e 2019 fiz parte da ala musical da Paraíso do Tuiuti, no RJ. Em 2015 me tornei intérprete oficial do Camisa 12, onde cantei até 2018. Sou compositor e tenho sambas na Tom Maior, na Império de Casa Verde, no Morro da Casa Verde e na própria Unidos do Peruche.

Estou iniciando agora no Peruche, como intérprete e espero ficar por muitos anos nessa agremiação.”

Quesito Samba-Enredo

“Hoje é difícil e competitivo o quesito samba enredo. A forma como o samba é avaliado deixa o compositor meio amarrado a alguns tipos de melodias. Não há tanta liberdade poética e melódica. O compositor fica com medo do samba não ser aceito, fica com medo de perder. Embora eu discorde, o regulamento tem de ser seguido. Se não houvesse a questão de número de linhas, e a busca por um refrão chiclete nós seríamos contemplados com safras cada vez melhores”.

Valor Perucheano

Léo Reis aproveitou para fazer uma análise dos últimos carnavais do Peruche: “A escola teve dois rebaixamentos seguidos e é loucura falar que foi um aproveitamento bom. Mas olho para a comunidade, que é o maior valor de uma escola de samba. A comunidade pode estar magoada, mas a gente vinha de uma alegria, de um resgate e a escola permaneceu 3 anos no Especial. A Peruche perdeu o Carnaval por conta da inconstância da Pasta que é entregue aos jurados. Mas a comunidade é raiz, de chão, de ancestralidade e tradição. Vamos resgatar isso e corrigir os erros de bastidores. Vamos voltar aos tempos áureos porque o Peruche merece”.

Recado à comunidade

Quando questionado o que pode oferecer ao pavilhão verde, branco, amarelo e azul anil, Léo foi categórico: “Vocês podem aguardar muita dedicação, muito trabalho, muito estudo, muita vontade e muita disposição neste microfone. Não é somente cantar em uma escola de samba tradicional. É ser o porta-voz de uma identidade de um povo. O Parque Peruche é um dos últimos quilombos da Zona Norte. São meus ancestrais, meu povo sofrido. Tenho honra em cumprir este desafio. O Peruche merece o topo. Eu garanto a vocês que, se depender de mim, saio rouco da avenida mas vou cantar com todo o amor e toda a admiração que tenho por esta escola”.

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