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“No terreiro do Morro, o Canto de Kianda, a sereia de Angola se faz Brilhar” é o enredo que a Morro da Casa Verde vai apresentar em 2017 pelo Grupo 1 da Uesp e nossa equipe teve acesso a sinopse do tema.

No próximo mês a escola da início ao processo de escolha do samba e os compositores interessados em participar do concurso devem levar um CD com o áudio do samba gravado e 20 cópias da letra impressa até dia 15 de setembro. Na primeira fase da disputa haverá uma análise com as canções em audições internas e a grande final será realizada em 04/10, com obras na disputa.

Leia a sinopse:

Justificativa:

A Sociedade Carnavalesca Morro da Casa Verde, com suas raízes e ancestralidades africanas no Carnaval de 2017,leva voce a mergulhar na história da sereia Kianda, uma das filhas de Olokun, o senhor das águas. Kianda era uma princesa apaixonada por aventuras e por descobrir novos horizontes. Em uma de suas aventuras, encontrou a costa de Luanda (atual capital de Angola), onde se encantou pela terra e fez de lá sua morada.

Então, com o passar do tempo, o velho mundo começou a expandir seus horizontes e, assim, atravessou os mares para conquistar as terras e as águas de Kianda. A princesa não sucumbiu e enfrentou os invasores, vencendo-os com o poder das águas.

Assim, Kianda passou a ser adorada e imortalizada pelo povo de Angola, se tornando uma entidade, a “Deusa Sereia de Luanda”. O Morro traz para o carnaval o mito de Kianda e abre as portas do seu terreiro para ouvir o cantar da sereia de Angola.

Apêndice:

O enredo tem como objetivo resgatar uma lenda que transformou o pensamento do povo de Angola com relação a resistir e superar dificuldades. O enredo é todo baseado na lenda de Kianda, uma sereia que se tornou entidade e passou a ser cultuada como orixá em Luanda, capital de Angola.

O enredo é baseado na lenda original de Kianda, adaptada pelo livro O Desejo de Kianda, do escritor angolano Pepetela. O livro traz mudanças com relação à lenda original, colocando fatos históricos que marcaram o povo angolano no papel principal, exaltando as lutas vencidas pela sereia junto da força da fé do povo.

O misticismo e a história se misturam no enredo, fazendo o espectador mergulhar na história através de cantos da sereia. Na abertura, fazemos uma evocação àKianda, já considerada uma deusa, e assim, através do seu cantar, começamos a contar a sua história. O final do enredo mostra a transformação da sereia em uma deusa ou entidade, recebendo altares, procissões e oferendas de devotos em homenagem a tudo que ela fez e conquistou para seu povo.

A nossa escola promove em seu desfile uma exaltação à Sereia de Angola, e assim,mostrando uma história de luta, força, vitória e FÉ.
O Morro da Casa Verde acredita que há e sempre haverá uma fé dentro do coração de cada um.

Axé!

Sinopse:

O atabaque rufa no terreiro da Casa Verde. A batida do Ogã faz a gira enfeitar o céu de estrelas. É a fé que move cada homem, viva em cada peito, é uma evocação. Os orixás dançam para receber… A deusa sereia, guardiã de um povo que venceu o tempo e o medo para conquistar um novo sol. É Kianda que, em seu canto, traz de volta a luta e a resistência de Angola. A história desperta no reino das águas, no fundo do mar, no reino de Olokun, sua alteza e sangue. O mundo onde Kianda é princesa, o mais jovem dos legados do rei das águas. E a princesa se torna aventureira, navegando pelos mares e descobrindo a mística Angola.

Uma Angola ainda em paz. No tempo do Reino do Ndongo, de seu rei Ngola, onde pescadores jogavam a rede em águas do povo, onde suas riquezas sustentavam a sua gente e a fé era símbolo de liberdade. A proteção de Matambae a justiça do reino encantaram a princesa Kianda que, fez das águas angolanas a sua nova morada.

Do mesmo lugar de onde vinha a crença de um povo, as águas de Olokun, vieram também a maldade e a dor. Assombrações do ocidente chegaram pelo mar para oprimir, explorar e escravizar cada ser daquela terra. Porém, Kianda não deixou que os filhos de Angola sofressem e derrotou todos os invasores com a força das suas águas. Unida com o seu povo, com a raiz da sua terra, e com a ancestralidade dos guerreiros africanos, a guardiã venceu os homens da cobiça, fazendo de “luta e resistência” as palavras de ordem em Angola. E após uma incençante luta, com a força das águas e toda sua mitologia, a savana pode festejar, e um novo sol brilhará para Luanda, e a paz durará por toda a eternidade.

A rainha das sereias se transforma em uma lenda, uma entidade… Com a fé depositada em um ideal, o povo superou todas as dificuldades para vencer aqueles que negavam a felicidade. E assim, segue uma procissão pelos mares de Luanda… Coroando uma história de amor eternizada nas águas de Olokun e de Kianda. A fortaleza de São Miguel e os rochedos da Praia do Bispo se tornam o altar da rainha das sereias. A sereia que brindava quem merecesse com tesouros, em troca de paz.

Em todos os anos no mes de novembro, a maré cheia, os louvores e as oferendas dos devotos, traz o canto de Kianda para o ar… E como diz a lenda, “em cada pedaço de água pode-se ter uma sereia”… Há quem diga que a magia das sereias vive para sempre no fundo do mar. Mas há que acredite que a magia da sereia de Angola está em cada coração.

Autores: Thiago Morganti e Fabinho Flisch

Veja o logo 2017 da Morro:

Sereira

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