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Empregos e tecnologia: conheça os bastidores do mercado de trabalho do Carnaval de São Paulo

Por Felipe Cruz

O grande legado do Carnaval de São Paulo é proporcionar, por meio de ações culturais, diversas atividades que agregam valor e conhecimento ao folião. Não são apenas 65 minutos de desfile e sim 365 dias repletos de iniciativas que movem uma legião de profissionais.

Dentro das escolas de samba são oferecidas várias oportunidades de trabalho e atuação, pois o espetáculo envolve dança, teatro, música, artes plásticas e diversas frentes que formam sambistas em verdadeiros profissionais.

Como no caso do figurinista Paulo Henrique, que há 18 anos desfila na passarela do samba, é passista da Rosas de Ouro, e durante esse tempo passou a dominar a arte de desenhar e pintar fantasias e até mesmo carros alegóricos no papel e no computador. O reconhecimento o fez criar sua própria empresa, a “PHArt Design”.

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Além desse talento, o artista participa, como carnavalesco, de um campeonato virtual de desfiles de escola de samba e administra uma página no Facebook chamada “Sambarsp”. Segundo Henrique, alguns carnavalescos já contratam seus serviços, de forma terceirizada, por conta da qualidade dos materiais e também pela colaboração com os trabalhos da agremiação rumo ao Carnaval.

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“A arte dos traços, linhas e cores sempre estiveram presentes em minha vida. Desde pequeno já desenhava, algo que sempre tive facilidade, busquei novas técnicas para atingir o resultado esperado dos desenhos que desenvolvia. Com o tempo fui levando essa paixão para a tecnologia, fazendo assim figurinos, logos, estampas de camisetas dentre outros materiais de comunicação em versões digitais, atuando assim como designer”, comenta o artista.

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De acordo com o estudo do Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, estima-se que o Carnaval Paulistano movimente cerca de R$ 278,6 milhões somente com gastos de turistas e paulistanos, sendo R$ 181 milhões com o carnaval de rua e R$ 97 milhões com o Sambódromo.

Além disso, segundo o Censo do Samba Paulistano de 2014, a festa gera cerca de 5,4 mil empregos nas agremiações, e mais 4,7 mil pessoas trabalham na organização e realização do evento. O investimento médio de cada agremiação gira em torno de 3, 5 milhões. Cada uma leva para a avenida cerca de 3 mil componentes.

 

 

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