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A quinta parte da série especial ‘Por dentro do quesito’ traz para você o processo de criação de um dos quesitos mais importantes de um desfile de escola de samba, a harmonia. Nossos repórteres conversaram com Vanderley da Silva, diretor geral de harmonia da Mocidade Alegre, que revelou detalhes deste segmento.

Tudo começa com a análise das notas do último ano, não só da agremiação, mas também das coirmãs. É a partir daí que eles, os diretores de harmonia, traçam estratégias, verificando os pontos de balizamento que estão sendo mais penalizados pelos julgadores.

“A harmonia é o produto de uma série de fatores, desde a escolha do enredo para o próximo Carnaval”.

As primeiras ações começam no momento da escolha do enredo, em seguida vem o samba. Na Mocidade existe um grupo que cuida da questão musical. Essas pessoas avaliam quais sambas concorrentes tem mais clareza no que diz respeito a sua assimilação pelos componentes.

Eles participam do processo de escolha da obra que vai para a avenida, os jurados desse concurso também estão envolvidos. Escolhido o samba, inicia-se um plano estratégico para que no dia do desfile todos saibam cantar a canção na íntegra.

“Fazemos ensaios com cada um dos departamentos, passamos a letra aos componentes e fazemos eles cantarem com o apoio da ala de compositores. A receita é ensaiar, muito, exaustivamente”.

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O quesito

É o perfeito entrosamento do ritmo com o canto. O mestre de bateria da Morada, nesse caso, é fundamental para auxiliar o processo. É um facilitador do trabalho do departamento de harmonia. Ele dá um norte, orienta, para o perfeito alinhamento do andamento, contribuindo para que todos cantem.

Curiosidade

Vanderley nos conta que a baiana é uma boa referência para avaliar o desempenho do quesito na escola. Pela idade, se elas cantarem, é sinal que o trabalho está fluindo bem, considerando a idade e condição física.

O departamento

Na Mocidade são 35 harmonias na pista, além dos coordenadores e chefes de ala, quase 80 pessoas, que também contribuem nesse trabalho. Eles fazem reuniões de 3 a 4 vezes por semana.

Ensaios

De acordo com o diretor, a quadra permite identificar bem a intensidade do canto, mas é ao ar livre, nos ensaios de rua e técnicos, que se torna possível fazer uma avaliação mais próxima da realidade. Não há estratégia, nem segredo, é preciso cantar o tempo todo.

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“Fazemos, inclusive, nos ensaios de rua, alguns treinos sem o carro de som, para termos um termômetro do estágio em que estamos”.

Paradinhas

Silva revela que é um grande desafio! Corre-se alguns riscos, mas é necessário fazer algo diferente sempre, no sentido de motivar e comprometer os componentes o tempo todo. Em 2016 a bateria da Mocidade Alegre fez 7 paradões de até 30 segundos, mas que acabaram fazendo com que a escola perdesse décimos importantes.

Estágio do quesito na atualidade

“Não sofremos muita influência no que diz respeito ao regulamento. Existem questões técnicas, mas se analisarmos as últimas décadas, esse quesito não sofreu grandes alterações, ou você canta, ou você não canta”, finaliza Silva.

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