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Por: Felipe Cruz e Guilherme Queiroz
Arte: Tiago Bombonatti

Faltavam poucos minutos para meia noite deste domingo (28) quando a Mocidade Alegre definiu o samba que cantará o enredo em comemoração aos seus 50 anos de avenida “A vitória vem da luta, a luta vem da força, e a força, da união”, tema que será desenvolvido por uma comissão de carnaval, formada por Paulo Brasil, Neide Lopes, Carlinhos Lopes e o carnavalesco responsável pelo campeonato 2016 da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, Leandro Vieira.

O samba que vai embalar o desfile da agremiação é dos autores: Gui Cruz, Imperial, Luciano Rosa, Portuga, Rafael Falanga, Reinaldo Marques, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel. Intérpretes: Emerson Dias e Carlos Júnior. Participação Especial: Carlão Maneiro. Ouça a canção campeã:

[toggle title=”Veja a Letra” state=”close”]Sou eu quem risca o chão do terreiro
Bom malandro… Na essência de um menino
Sou eu quem o tempo seduz,
E a história conduz à cumprir meu destino
Parti… em sonhos bordados de glórias
A Vitória hei de conquistar
Predestinado à lutar, seguir os meus ideais
Não desistir jamais!
No bom combate, um dom verdadeiro
Vestido com as armas de um guerreiro

Tem que ter coragem pra vencer
Renascer e como o sol brilhar

De peito aberto eu vou…
Seja o que Deus quiser
A minha força vem da minha fé

A voz que revela o caminho,
Me diz que sozinhos não somos ninguém
Todos juntos somos mais e vamos mais além
É Kizomba, herança de Palmares
É o povo, unido em liberdade… Valeu Zumbi!
Cruzei esse Palácio iluminado
Chorei ao ver meu sonho eternizado
E como um Arauto anunciei…
Lá vem ela… simplesmente poesia
Minha Escola, minha vida
Verdadeiro orgulho do sambista!

Deixa quem quiser falar
Onde o samba fez Morada, é o meu lugar
Um Jubileu de Ouro, uma eterna paixão
É Mocidade, o meu pavilhão! [/toggle]

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A grande final do concurso começou às 19h com uma roda de samba formada por membros da ala de poetas da morada, que recepcionava os espectadores cantando diversos sucessos. Antes das 21h, a quadra já estava completamente lotada de visitantes, componentes e também torcedores das cinco parcerias finalistas.

A tradicional abertura foi executada pelo time de canto, liderada pelo intérprete recém-chegado, Tiganá. O cantor levou o público ao delírio quando cantou o hino e relembrou desfiles memoráveis que fazem parte das cinco décadas de Carnaval da Mocidade. Casais de mestre-sala e porta-bandeira, baianas, passistas, crianças e diversos departamentos também participaram do ato. A “Ritmo Puro” ficou sob o comando do mestre Sombra que trouxe à frente a rainha Aline Oliveira.

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Antes das apresentações, a presidente Solange subiu ao palco e fez alguns agradecimentos e falou da emoção de comemorar  meio século de existência da entidade em 2017. “É um momento único, comemorar os cinquenta anos desse pavilhão que amo tanto. Eu só tenho que agradecer a todos vocês que vestem a camiseta do limão”, comentou Solange.

Logo depois, Eneldir e Solano, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da história da Mocidade Alegre, entregou ao atual segundo casal, Suelen e Diego, o pavilhão de enredo para o ano que vem.

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Às 21h a parceria de número dois, dos autores Beto Cabeça, Leandro Augusto e Marcelo Pires, foi convidada a realizar sua apresentação. A equipe contou com a presença de vários torcedores, que deixaram a festa ainda mais bonita com suas bandeiras, papel picado e diversos adereços.

Depois foi a vez do time número 15 realizar sua performance e fazer a torcida cantar forte. Agnaldo Amaral foi o intérprete responsável pela execução da obra. Na sequência, os hinos de número 12, 7 e 1 foram cantados, respectivamente.

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Em seguida, o clima foi de suspense, mas, antes do anúncio oficial, o time de canto da escola voltou ao palco e executou canções da MPB em ritmo de samba. Dando continuidade, os componentes se despediram do Carnaval 2016 e saíram do chão quando a presidente Solange anunciou um trecho da obra que vai para a avenida em 2017.

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MUDANÇAS NAS ELIMINATÓRIAS 2017 DA MOCIDADE

Os poetas temiam o alto custo de suas produções durante a competição, que chegam a custar R$ 40 mil e conquistaram uma parceria entre a Morada do Samba e a Fábricas de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, que garante aos artistas a possibilidade de utilizar o estúdio de gravação da Fábrica, sem pagar nada.

Além disso, as parcerias poderiam contar com até oito integrantes em seu grupo, número superior ao da disputa 2016. O concurso teve apenas 5 etapas e todas as equipes ganharam um número maior de convites gratuitos para suas torcidas.

Após audição de quinze sambas entregues, a direção da entidade definiu as seis canções que participaram da competição. Seguindo com as novas estratégias, a competição começou dia 31 de julho e os três domingos seguintes foram no sistema de pontuação, depois  semifinal dia 21/08/2016 e final em 28/08/2016.

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