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Por Felipe Cruz e Tiago Bombonatti
Com a colaboração de Guilherme Queiroz e Thiago Carvalho

O coração de milhares de sambistas e Amantes do Carnaval de São Paulo bateu mais forte nesta sexta-feira (5), no momento em que a Pérola Negra entrou na avenida e abriu oficialmente os desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial. O clima foi de muita tensão e nervosismo por conta da responsabilidade de dar a largada nas apresentações. Minutos antes do desfile o alguns setores do sambódromo ficaram às escuras por conta de uma queda de energia causada por uma pequena explosão em um transformador de luz, nas redondezas do Anhembi.

O enredo da Pérola “Do Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé” foi desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Borges e resgata os diversos ritmos existentes e que ainda são apreciados pelas ruas da Vila Madalena.

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Na abertura do desfile, o presidente Dinho incentivou a comunidade a realizar uma excelente apresentação. O time de canto, liderado por Juninho Branco, empolgou os desfilantes ao dar o grito de guerra e cantar o samba composto por Jairo Roizen, Celsinho Mody, Guga Mercadante, Nando do Cavaco, Marcelo Zola, Sidney Arruda, Filosofia Diley e Xandinho Nocera

 VÍDEO COM A LARGADA DA PÉROLA NEGRA

A comissão de frente, do Coreógrafo Oyama Queiroz, estava com uma maquiagem que trazia leves traços indígenas e alguns componentes representaram o pássaro Tangará. O grupo mostrou passos leves e bem entrosados. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Everson Senna e Gisa Camillo, bailaram levemente por toda a pista. Ela estava com uma roupa na cor cinza e ele vestido de pássaro, na cor azul.

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O carro abre-alas, “Natureza Dançante”, veio nas cores azul e verde, trouxe esculturas de alguns animais marinhos e mais algumas representações humanas do pássaro Tangará,  destacando a dança realizada pelos primeiros habitantes selvagens no bairro da Vila Madalena. A bateria de mestre Henrique (Ne) veio fantasiada de índio e levantou a arquibancada com algumas bossas e paradinhas.

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O segundo setor trouxe uma alegoria chamada “Danças Indígenas”, que ilustrou, como não poderia ser diferente, toda a história das danças indígenas, apresentadas aos colonizadores portugueses. Todas as alas cantavam alegremente o samba, mas em alguns momentos os componentes exaltavam somente os refrões.

Terceiro e quarto carro falavam das danças africanas e das danças religiosas, respectivamente, mas o quarto carro teve um pequeno problema, que não prejudicou o desfile da escola. O último setor fechou o desfile exaltando o ritmo mais popular no Brasil, o Samba, e fez uma brincadeira afirmando que na Vila Madalena só não dança quem já morreu.

A escola terminou seu desfile dentro do tempo e não apresentou problemas de evolução. Nossa equipe conversou com o Diretor Geral de Harmonia, Valmir, para avaliar a passagem da escola pela avenida, ouça:

 

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